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O corpo como território: Ayurveda, autonomia e Bem Viver na abordagem de Sabrina Alves

Foto do escritor: Naradeva Shala
Naradeva Shala
há 3 horas
12 min de leitura

Uma perspectiva de corpos plurais e decolonial que coloca os conhecimentos do Ayurveda em diálogo com a história de cada pessoa, seus modos de viver e suas relações com o mundo.


diversidade

Quando alguém procura um atendimento em Ayurveda, é possível que espere encontrar respostas para aquilo que está acontecendo com seu corpo.


Talvez queira compreender mudanças no sono, na digestão, na disposição ou nas emoções. Talvez esteja atravessando uma nova fase da vida, percebendo transformações na sexualidade, no ciclo menstrual, na maneira de se alimentar ou na relação consigo mesma. Ou simplesmente reconheça que determinadas formas de cuidado já não correspondem às suas necessidades.


É comum imaginar que, depois de uma avaliação, receberá uma relação de alimentos recomendados, hábitos a modificar e práticas a incorporar ao cotidiano. Mas a profa Sabrina Alves insiste em fazer outra pergunta antes de qualquer orientação: quem é a pessoa que está vivendo essas experiências?


Que história atravessa esse corpo? Em que condições ele vive? Quais relações, possibilidades, limites, desejos e escolhas fazem parte de sua existência? E até que ponto aquilo que entendemos como saúde e equilíbrio corresponde às necessidades reais de cada pessoa?


Essas perguntas ajudam a compreender a abordagem desenvolvida pela Profa. Dra. Sabrina Alves, no Instituto Naradeva Shala. Seu trabalho parte dos conhecimentos do Ayurveda, mas propõe revisitá-los a partir de uma perspectiva territorial dos corpos plurais, decolonial e de Bem Viver, considerando que nenhuma experiência corporal pode ser inteiramente compreendida fora das relações sociais, culturais e ambientais que participam de sua constituição. Com isso, mais do que oferecer respostas prontas, a proposta é construir caminhos possíveis de autocuidado, ampliando a percepção sobre si e a autonomia para participar das decisões relacionadas à própria saúde.


Cada corpo é um território

Em seu programa de orientações em Ayurveda, Sabrina utiliza uma expressão que sintetiza parte importante de seu pensamento: “cada corpo é um território”. A palavra território, aqui, ultrapassa a ideia de localização geográfica. Ela convida a perceber o corpo como um espaço vivo, atravessado por experiências, memórias, relações, transformações e condições materiais de existência.

Ninguém chega a um atendimento separado de sua história.


Para ela em seu pensamento, levamos conosco os modos de viver e de nos alimentar, as experiências de prazer e sofrimento, os vínculos familiares e comunitários, as condições de trabalho, as possibilidades econômicas e as maneiras particulares de perceber o mundo. Também estamos em permanente interação com o ambiente: com as mudanças das estações, os ritmos do dia e da noite, os alimentos disponíveis onde vivemos e as diferentes fases da existência.


Logo, duas pessoas podem apresentar manifestações físicas semelhantes e, ainda assim, experimentar realidades profundamente distintas. O que é possível para uma talvez não seja para outra. O que representa cuidado em determinado momento pode precisar ser reconsiderado quando as circunstâncias mudam.


Para Sabrina compreender o corpo como território significa, portanto, reconhecer que nenhuma orientação deveria desconsiderar a pessoa que irá vivenciá-la.


Essa perspectiva estabelece um diálogo com a individualização presente no Ayurveda clássico, mas acrescenta à reflexão as dimensões culturais, políticas e sociais que também participam de nossas experiências de saúde.


Uma trajetória entre os saberes tradicionais e a reflexão crítica

Essa maneira de compreender o cuidado não surgiu apenas da experiência em consultório. Ela está relacionada à trajetória pessoal, acadêmica e profissional de Sabrina Alves, marcada pelo encontro entre conhecimentos transmitidos de sua família, pesquisas sobre saberes populares e uma investigação permanente das relações entre corpo, gênero, sexualidade e tradição.


Doutora e mestre em Ciência da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Sabrina desenvolve pesquisas sobre gênero, religião e decolonialidade, incluindo estudos dedicados às representações de gênero e sexualidade nos textos clássicos do Ayurveda e às suas interpretações contemporâneas.


Sua formação em Ayurveda foi concluída em 2006, pela Escola Latino-Americana de Ayurveda e pelo Instituto Naradeva Shala, sendo posteriormente aprofundada por meio de cursos avançados e de especialização na Índia, no Arya Vaidya Pharmacy (AVP).


Desde 2008, também desenvolveu, em parceria com a Dra. Brenda Kalil (in memoriam), trabalhos dedicados ao Ayurveda para mulheres, com atendimentos, cursos e vivências voltados à autonomia no cuidado ginecológico.

Sua atuação como professora e pesquisadora no Instituto Naradeva Shala reúne, assim, diferentes campos de conhecimento que se encontram em uma pergunta essencial: como fazer com que os saberes tradicionais permaneçam significativos diante das necessidades e experiências do nosso tempo? É justamente essa questão que sustenta sua proposta de um Ayurveda revisitado.


Revisitar o Ayurveda é colocá-lo em diálogo com o presente

O Ayurveda constitui uma tradição de conhecimentos sobre a vida e a saúde, desenvolvida historicamente no subcontinente indiano. Seus textos oferecem diferentes maneiras de compreender as relações entre corpo, alimentação, hábitos cotidianos, ambiente e transformações ao longo da existência. Entretanto, aplicar uma tradição em outro tempo e contexto exige mais do que reproduzir orientações. É necessário investigar como esses conhecimentos podem dialogar com as condições de vida das pessoas que os procuram.


O que significa praticar Ayurveda no Brasil contemporâneo?

Como considerar nossos alimentos regionais, tradições culinárias, diferenças climáticas, relações familiares e modos de trabalho? Como construir orientações coerentes com as possibilidades econômicas de cada pessoa?


E de que maneira abordar a sexualidade, as vivencias identirárias, a reprodução, o envelhecimento ou as transformações hormonais sem reproduzir padrões que desconsiderem a diversidade das experiências humanas?

Na perspectiva desenvolvida por Sabrina, revisitar o Ayurveda não significa abandonar seus fundamentos. Significa estudá-los criticamente, reconhecendo seus contextos históricos e buscando possibilidades de aplicação que façam sentido no presente.

Isso envolve respeitar a tradição sem transformá-la em um conjunto de regras universais e imutáveis.

Também significa reconhecer os conhecimentos alimentares, as práticas culturais e os modos de cuidado existentes nos diferentes territórios brasileiros, em vez de pressupor que a saúde depende da reprodução de hábitos pertencentes a outras realidades geográficas e sociais.

Uma tradição não precisa permanecer imóvel para preservar sua importância. Seu estudo também pode abrir espaço para novas perguntas, interpretações e encontros.


Um Ayurveda decolonializado para corpos plurais: o que isso significa na prática?

mudança

Falar em uma abordagem feminista do Ayurveda não significa simplesmente oferecer atendimentos destinados às mulheres. Tampouco significa atribuir características, comportamentos ou necessidades a partir de uma suposta essência feminina.


Na perspectiva de Sabrina, considerar a pluraridade dos corpos oferece ferramentas para questionar como as relações de poder, os padrões corporais, as construções de gênero e as normas sociais influenciam nossa compreensão da saúde.


Ao longo da história, diferentes experiências foram interpretadas a partir de expectativas sobre como uma pessoa deveria viver sua sexualidade, exercer a maternidade, envelhecer, apresentar seu corpo ou estabelecer vínculos afetivos. Essas expectativas podem continuar presentes quando alguém procura orientação terapêutica.


Elas aparecem nos comportamentos considerados adequados, nas escolhas socialmente legitimadas e, por vezes, até nas recomendações oferecidas em nome do cuidado. Uma perspectiva do Ayurveda decolonizada, ou seja, uma via de interpretar suas práticas o mais longe possível da industria do bem-estar, procura reconhecer essas questões, respeitando a identidade de gênero, a orientação sexual, a autonomia corporal e as diferentes formas de viver as relações afetivas e sexuais.


Da mesma maneira, a dimensão de sua proposta convida a questionar as hierarquias que determinam quais conhecimentos são reconhecidos, quais experiências são valorizadas e quem possui legitimidade para falar sobre o próprio corpo.


Isso não implica rejeitar a ciência nem considerar que todos os saberes possuem o mesmo tipo de evidência ou capacidade explicativa. Significa reconhecer que o conhecimento também possui história, condições de produção e contextos de aplicação. O Ayurveda, nessa perspectiva, deixa de ser utilizado como instrumento para estabelecer padrões universais de comportamento e passa a integrar uma relação de cuidado que considera a experiência de quem busca orientação.


Não se trata de adaptar as pessoas a um modelo ideal de saúde, mas de investigar quais práticas fazem sentido diante da realidade de cada uma.


Da industria do bem-estar ao Bem Viver

Vivemos em uma sociedade na qual o autocuidado frequentemente aparece associado ao consumo.

Produtos, dietas, procedimentos, experiências e rotinas são apresentados como caminhos para alcançar uma versão idealizada de saúde, beleza e felicidade. Nesse cenário, o bem-estar pode se transformar em mais uma obrigação: alimentar-se corretamente, dormir na hora certa, manter a produtividade, controlar emoções e encontrar tempo para cumprir uma rotina considerada saudável.


Quando isso não acontece, a dificuldade costuma ser interpretada como falta de disciplina ou comprometimento pessoal. Mas será que todas as pessoas possuem as mesmas condições para cuidar de si? Quem trabalha em jornadas extensas, enfrenta dificuldades financeiras, acumula responsabilidades familiares ou vive em ambientes de insegurança não encontra necessariamente as mesmas possibilidades de descanso, alimentação e atenção à própria saúde.


E mesmo quando essas condições existem, será que cuidar de si deveria significar afastar-se das questões que atravessam a vida coletiva?

É nesse ponto que Sabrina aproxima o Ayurveda da perspectiva do Bem Viver.

Em sua abordagem, o Bem Viver está relacionado a concepções comunitárias de existência, nas quais a vida humana não pode ser separada de suas relações com a natureza e com os demais seres. Essa compreensão desloca o autocuidado de uma experiência exclusivamente individual para uma percepção mais ampla de pertencimento.

A saúde também está relacionada à qualidade dos vínculos, às condições do ambiente, à disponibilidade de alimentos, à organização do trabalho e às possibilidades de participação na comunidade.

Por isso, cuidar de si não precisa terminar em si.


A escolha dos alimentos pode dialogar com a valorização de produtores locais. A atenção às estações pode ampliar nossa percepção dos ciclos naturais. A construção de hábitos cotidianos pode envolver as pessoas com quem compartilhamos a casa, o trabalho e as refeições. São atitudes que aproximam a experiência individual de uma compreensão coletiva da existência. A proposta não é negar a importância das escolhas pessoais, mas reconhecer seus limites diante de questões que também são sociais e estruturais.


O autocuidado pode contribuir para transformar nossa maneira de viver, mas nenhuma pessoa deveria carregar individualmente a responsabilidade por condições que ultrapassam suas possibilidades de escolha.


Equilíbrio não é permanecer igual

flor

Poucas palavras são tão utilizadas nas conversas sobre Ayurveda quanto equilíbrio. Mas o que significa, de fato, estar em equilíbrio? Seria manter sempre a mesma disposição? Dormir perfeitamente todas as noites? Nunca sentir tristeza, irritação, cansaço ou desconforto? Seria possível permanecer nesse estado enquanto envelhecemos, atravessamos mudanças nas relações, experimentamos perdas ou enfrentamos acontecimentos inesperados?


Na abordagem de Sabrina, equilíbrio não corresponde à ausência de transformações. A vida acontece em ciclos, movimentos e passagens. Nossas necessidades se modificam entre o despertar e o anoitecer. As estações alteram as condições do ambiente. A infância, a maturidade e o envelhecimento apresentam diferentes experiências. Os ciclos menstruais, quando presentes, assim como as transições hormonais, podem modificar a maneira como percebemos nosso organismo. O mesmo acontece com as emoções, os vínculos e as circunstâncias que compõem nossa existência. Pretender que tudo permaneça estável seria ignorar a própria natureza da vida.


Por isso, Sabrina propõe compreender o equilíbrio como um estado de presença: uma capacidade de perceber o que está acontecendo, reconhecer necessidades e identificar quais respostas estão ao nosso alcance em cada momento. Não se trata de estar permanentemente feliz, produtivo ou livre de desconfortos. Tampouco de construir uma rotina tão controlada que qualquer imprevisto passe a ser vivido como fracasso. Trata-se de desenvolver uma percepção mais atenta das transformações e de aprender a fazer ajustes sem exigir que a vida permaneça sempre igual.


O corpo não é uma fotografia. É uma paisagem em movimento.

E talvez uma das contribuições mais importantes do autocuidado seja justamente aprender a habitar essa paisagem sem tentar interromper suas mudanças.


Escutar antes de orientar: a autonomia como parte do processo

Em muitos modelos de atendimento, a relação entre profissional e paciente é organizada de maneira vertical. De um lado está quem possui o conhecimento. Do outro, quem deve receber e seguir as recomendações.


Sabrina propõe questionar essa relação. Isso não significa desconsiderar a formação ou a responsabilidade técnica de quem atende. Significa reconhecer que a pessoa que procura orientação também possui conhecimentos fundamentais sobre sua própria experiência. É ela quem vive naquele corpo, conhece sua história, enfrenta seus limites, percebe suas necessidades e participa das relações que compõem seu cotidiano. Nenhuma avaliação consegue substituir completamente essa experiência.


Por isso, a escuta ocupa um lugar central no atendimento. Antes de construir um programa, é necessário compreender a trajetória de vida, as expectativas, os hábitos, as escolhas e as condições em que as orientações poderão ser realizadas. Por issso, o atendimento da Profa Sabrina tem como proposta estabelecer pontes entre os conhecimentos do Ayurveda e aquilo que cada pessoa conhece sobre si. Dessa relação nasce uma possibilidade de autonomia que não deve ser confundida com a obrigação de resolver tudo sozinha. Autonomia significa ter condições de compreender, participar e decidir sobre o próprio percurso, reconhecendo também quando é necessário buscar ajuda, compartilhar responsabilidades ou reconsiderar escolhas.


O conhecimento técnico continua importante, mas deixa de ser apresentado como algo que dispensa o diálogo. Quem procura atendimento não é apenas destinatário das orientações. É participante da construção do próprio cuidado.


Um programa precisa caber na vida

Imagine receber uma longa lista de recomendações: novos horários, diferentes alimentos, exercícios, práticas de autocuidado e mudanças nos hábitos cotidianos.

Enquanto tudo está escrito no papel, pode parecer perfeitamente possível.

Mas então começa a vida real. O trabalho exige outros horários. A família precisa de atenção. Alguns alimentos não estão disponíveis. Determinada prática não se adapta à rotina. Uma mudança inesperada modifica o planejamento. O que acontece quando a vida não corresponde ao programa?


Na proposta de Sabrina, essa situação não precisa ser interpretada como uma falha da pessoa atendida. Ela faz parte do próprio acompanhamento. O programa individualizado funciona como um ponto de partida, construído a partir da avaliação e das possibilidades identificadas naquele momento.

Ao longo do processo, as orientações podem e serão revistas, reorganizadas e adaptadas.


Há uma observação especialmente significativa em sua apresentação dos atendimentos: às vezes, a pessoa acredita que não conseguiu realizar muitas das práticas propostas, mas, quando conversa sobre o próprio percurso, percebe que já construiu mudanças importantes. E, em outras situações, simplesmente não é possível fazer tudo de uma vez. Essa compreensão desloca o autocuidado de uma lógica de cumprimento de tarefas para uma experiência de aprendizado.


O objetivo não é transformar a rotina em uma nova fonte de exigências ou culpa.

É encontrar práticas que possam fazer sentido no cotidiano, respeitando o tempo necessário para que sejam compreendidas, experimentadas e, quando possível, incorporadas.


Alimentação, sexualidade e fases da vida: experiências que não existem isoladamente

A abordagem de Sabrina permite trabalhar diferentes dimensões da experiência humana sem tratá-las como acontecimentos independentes.


A alimentação, por exemplo, não é compreendida apenas como uma combinação de nutrientes ou propriedades dos alimentos. Ela também envolve cultura, memória, disponibilidade, convivência e trocas afetivas. Como Sabrina afirma em seu programa de orientações: “Alimentos servem para nos dar energia e, portanto, não podem ser fonte de sofrimento e culpa.” Essa compreensão abre espaço para considerar as necessidades individuais, as tradições culinárias regionais, os hábitos familiares, a sazonalidade e as condições reais de acesso aos alimentos.


Na sexualidade, a proposta também ultrapassa uma visão exclusivamente reprodutiva ou fisiológica.

Afetividade, identidade, prazer, escolhas, história pessoal e diferentes formas de relacionamento participam dessa experiência.


As passagens da vida recebem atenção particular. Menstruação, fertilidade, gestação, puerpério, perimenopausa, menopausa e envelhecimento podem ser compreendidos considerando tanto suas dimensões biológicas quanto os significados culturais e sociais que os acompanham.Uma pessoa que atravessa a perimenopausa, por exemplo, não vive somente uma mudança hormonal.

Sua experiência pode envolver o sono, a disposição, a sexualidade, as relações afetivas, a percepção do próprio corpo e as expectativas sociais relacionadas ao envelhecimento.

Isso não significa diminuir a importância das transformações fisiológicas, mas reconhecer que elas não esgotam a experiência de quem as vive.


Rotinas diárias e sazonais, orientações alimentares, práticas de autocuidado e outros recursos do Ayurveda também integraram esse percurso, dependendo das necessidades e possibilidades identificadas durante a avaliação.


Em todos esses aspectos, permanece uma mesma preocupação: não reduzir a existência de uma pessoa a um sintoma, a uma fase da vida ou a um padrão corporal.


Como acontece o atendimento com Sabrina Alves?

O atendimento com a Profa. Dra. Sabrina Alves é realizado online e começa com uma avaliação individualizada fundamentada nos conhecimentos do Ayurveda. O primeiro encontro tem duração aproximada de 1h30 a 2 horas.


Nesse momento, a escuta ativa permite percorrer a história de vida, os hábitos, as experiências corporais, as necessidades e as expectativas de quem procura orientação. A partir dessa conversa, é construído conjuntamente um percurso inicial de autocuidado.


Posteriormente, a pessoa recebe por e-mail um programa individualizado, que pode contemplar orientações alimentares, rotinas diárias e sazonais, práticas de autocuidado e outros recursos ayurvédicos, de acordo com as necessidades e possibilidades identificadas.


O atendimento também inclui dois retornos online, destinados a acompanhar as experiências, conversar sobre as dificuldades e realizar os ajustes necessários. Esses encontros são parte importante da proposta, pois permitem reconhecer que as necessidades podem mudar e que as práticas precisam dialogar com a realidade em que serão realizadas.


O acompanhamento em Ayurveda não substitui diagnósticos, avaliações ou tratamentos médicos quando necessários. Sua proposta é oferecer orientações complementares e instrumentos para uma participação mais consciente nos próprios processos de cuidado.


Cuidar não é impor um caminho

Talvez uma das contribuições mais importantes da abordagem de Sabrina Alves esteja em transformar a pergunta que normalmente fazemos quando pensamos em saúde. Em vez de perguntar apenas o que precisa ser corrigido, somos convidados a investigar como nos relacionamos com o próprio corpo e com as condições que participam de nossa existência. Isso não significa abandonar o conhecimento técnico nem transformar o autocuidado em uma experiência exclusivamente subjetiva. Significa reconhecer que saúde, escuta, autonomia e responsabilidade precisam caminhar juntas. Também implica compreender que nenhuma pessoa existe fora de suas relações, de sua história ou dos territórios que habita.


Somos atravessados pelas mudanças da natureza, pelas condições materiais da vida, pelos vínculos que construímos e pelas transformações que acompanham nossa existência. Nesse encontro entre os conhecimentos do Ayurveda e a perspectiva do Bem Viver, cuidar deixa de ser apenas uma tentativa de alcançar um estado ideal de equilíbrio. Passa a representar a possibilidade de perceber melhor os próprios processos, construir escolhas mais conscientes e reconhecer nossa interdependência com tudo aquilo que nos cerca.


Cuidar não precisa significar controlar o corpo ou exigir dele uma versão idealizada de saúde. Pode significar aprender a habitá-lo com mais consciência, autonomia e pertencimento.

É nessa direção que a Profa. Dra. Sabrina Alves desenvolve sua abordagem de Ayurveda para corpos plurais, decolonial e de Bem Viver no Instituto Naradeva Shala.


Conheça os atendimentos com a Profa. Dra. Sabrina Alves

Os atendimentos são realizados online, mediante agendamento, e incluem uma avaliação individualizada em Ayurveda, a elaboração de um programa de orientações e dois encontros de acompanhamento.

Para conhecer a proposta completa e obter informações sobre agendamentos, acesse:


Sabrina

Profa Sabrina Alves também é escritora de diversos livros sobre Rotinas diárias e também é autora do e-book "Peri&Menopausa e Ayurveda: Ensaios e práticas para uma jornada de autonomia, corpos plurais e saberes ancestrais."


Veja os títulos na editora Naradeva Prakashana: https://www.naradevashala.com.br/editora-naradeva-prakashana


Recentemente tem desenvolvido atenção especial também ao trabalho no https://www.perimenopausaayurveda.com.br/

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